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Memórias de um piá curitibano
 


Reflexões sobre a vida e o viver

Depois de quase o sábado todo tentando, enfim saiu alguma coisa.

 

vida sf ,1. Conjunto de propriedades e qualidades graças as quais animais e plantas se mantêm em contínua atividade; existência. 2. A vida humana. 3. O espaço de tempo que vai do nascimento à morte; existência. 4. Um dado período da vida. 5. Biografia. 6. Modo de viver. 7. Força, vitalidade.

Mini dicionário Aurélio – pág. 496

morte sf. 1. O fim da vida animal ou vegetal. 2. Termo, fim. 3. Destruição, ruína. 4. Pesar profundo.

Mini dicionário Aurélio – pág. 323

 

Lembro de uma música que a Simone cantava, que em uma parte dizia: “se a morte faz parte da vida, e vale a pena viver, então morrer vale a pena...” (só me lembro disso, na verdade).

Esta semana se foi Marlon Brando, mês passado se foi Ray Charles, e tantos outros famosos que já se despediram desta existência, e outros nem tão famosos, como minha sogra e tantos outros que são apenas números nos noticiários, estão me fazendo meditar um pouco sobre vida e morte.

Alguns vivem intensamente, como li um comentário a respeito de Marlon Brando, outros experimentam muito sofrimento em suas vidas, como conta a biografia de Ray Charles, outros ainda apenas passam pela vida, esperando a morte chegar, se lamentando sobre o que não fizeram e gostariam de ter feito, ou do que fizeram e gostariam de não ter feito.

Viver é uma arte, e creio que viver bem não é apenas bem viver. Gosto de caminhar nesta vida procurando fazer coisas que me agradam, mas desde que outros não sejam prejudicados para que eu seja atendido. Gosto de fazer amizades, e procuro conservá-las e cultivá-las, para que se tornem como um jardim, e embelezem a minha passagem por esta terra.

Não creio na definição, que morte seja o termo, fim, mas creio que é uma maneira de passarmos para uma outra forma de vida, diferente desta que hora experimentamos. Caso contrário, de que valeriam todas as nossas experiências, tudo o que experimentamos na nossa caminhada terrena? Sem contar aquilo que fizemos, ou que deixamos de fazer, e que trouxeram prejuízo para nossos semelhantes. E também coisas boas que fizemos e que foram de grande valia para nossos companheiros de viagem neste mundo.

Se tudo isto findasse no túmulo, nossa vida seria realmente apenas o espaço de tempo que vai do nascimento à morte. Sou daqueles que acreditam que um dia veremos de novo aqueles que nos foram queridos na viagem deste trem, que se chama vida, e que por algum motivo, tiveram que descer em alguma estação antes que nós.

Peço licença ao meu grande amigo Ery Roberto, o Homem do Piru (link ali ao lado), para fechar estas mal traçadas reflexões, com um trecho de um interessante rabisco poético, que vocês poderão ler inteiro clicando no link.

Grande abraço.

 

 

“a falta de quem foi de repente
abre um vazio por toda idade
faz a gente sentir diferente
mas não é solidão, é apenas saudade”

 

Por Ery Roberto (blog Koisas do Piru)



Escrito por Airton às 19h22
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